segunda-feira, 31 de março de 2008

“Nothing in life is to be feared. It is only to be understood.”
“Nada na vida deve ser temido. Só deve ser compreendido.”

Famosa cientista , Marie -Curie (1867-1934)

Projeto Tamar


História :
Até o final da década de 70 nenhum trabalho de conservação marinha

As tartarugas marinhas já haviam sido incluídas numa lista de espécies ameaçadas de extinção, mas estavam desaparecendo rapidamente por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matança das fêmeas e da coleta dos ovos na praia. Houve reação e denúncias, inclusive com repercussão internacional.
1976 a 1978
Primeiras expedições a Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Abrolhos .O objetivo era desbravar áreas marinhas remotas, denunciar a degradação e alertar para a necessidade de conservação. Entre os realizadores dessas primeiras expedições, a maioria estudantes de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande, estavam aqueles que integrariam, anos depois, a primeira equipe do Projeto TAMAR.

1980
Criação do Projeto TAMAR .O IBDF criou o Projeto TAMAR com o objetivo de salvar e proteger as tartarugas marinhas do Brasil. Como primeira ação, foram enviados questionários a prefeituras, universidade, delegacias regionais do IBDF e colônias de pescadores, de todas as localidades, do Oiapoque ao Chuí. Pesquisadores levaram dois anos percorrendo o litoral brasileiro para a identificação das espécies, locais de desova, período de desova e os principais problemas relativos à exploração.

1981
Caravana Rolidei. A equipe se auto-intitula “Caravana Rolidei”, inspirada no filme By By Brasil, de Cacá Diegues, premiado no Festival de Cannes. A Caravana realiza as primeiras iniciativas de conscientização das comunidades e registra as primeiras imagens de uma tartaruga marinha em comportamento de desova no Brasil.

1982
Monitoramento da temporada reprodutiva nas três primeiras bases .Depois de identificados os principais pontos de desova, o trabalho de conservação começou pela Bahia (Praia do Forte), Espírito Santo (Comboios) e Sergipe (Pirambú). No dia 18 de janeiro, o TAMAR marca uma tartaruga marinha pela primeira vez no Atol das Rocas.

1983
Primeiro patrocínio da Petrobrás. Os próprios oceanógrafos procuraram a Petrobrás, no Rio de Janeiro, apresentando todo o levantamento já feito, o trabalho em curso, função e objetivos do Projeto. A empresa adotou a idéia e passou a abastecer os jeeps. Depois, contratou três pescadores, os estagiários, e nunca mais os laços entre o TAMAR e a Petrobrás se desfizeram.

1988
Criação da Fundação Pró-TAMAR. Aliada imprescindível, a Fundação é uma entidade sem fins lucrativos criada para apoiar o trabalho de conservação das tartarugas marinhas, responsável por parte das atividades na área administrativa, técnica, científica, pela captação de recursos junto à iniciativa privada e agências financiadoras, e pela gestão do programa de auto-sustentação.

1990
Criação do Centro TAMAR-ICMBio e da primeira Confecção Pró-TAMAR, em Regência/ES

1992
1 milhão de filhotes protegidos e liberados ao mar .
1995
2 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar.
1999
3 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar.
2000
4 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar.
2003
5 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar2005: 7 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar.
2007
8 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar.

Missão:
A missão é proteger as tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, através da geração de alternativas econômicas sustentáveis.
O TAMAR surgiu com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas. Com o tempo, porém, percebeu-se que os trabalhos não poderiam ficar restritos às tartarugas, pois uma das chaves para o sucesso desta missão seria o apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, reduzindo assim a pressão humana sobre as tartarugas marinhas.
As atividades são organizadas a partir de três linhas de ação: Conservação e Pesquisa Aplicada, Educação Ambiental e Desenvolvimento Local Sustentável, onde a principal ferramenta é a criatividade. Desde o início, tem sido necessário desenvolver técnicas pioneiras de conservação e desenvolvimento comunitário, adequadas às realidades de cada uma das regiões trabalhadas. As atividades estão concentradas em 22 bases, distribuídas em mais de 1100 km de costa.
Assim, sob o abrigo da proteção das tartarugas, promove-se também a conservação dos ecossistemas marinho e costeiro e o desenvolvimento sustentável das comunidades próximas às bases - estratégia de conservação conhecida como “espécie-bandeira” ou “espécie-guarda-chuva”.
Essas atividades envolvem cerca de 1200 pessoas, a maioria moradores das comunidades, e são essenciais para a proteção das tartarugas marinhas, pois melhoram as condições do seu habitat e reduzem a pressão humana sobre os ecossistemas e as espécies.

Conservação e Pesquisa Aplicada:
Desde a sua criação, o Projeto TAMAR investe recursos humanos e materiais para adquirir o maior conhecimento possível sobre a biologia das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, priorizando pesquisas aplicadas que resolvam aspectos práticos para a conservação desses animais. Conhecidos pela grande capacidade migratória, com um ciclo de vida de longa duração, as tartarugas ainda são um mistério para pesquisadores do mundo inteiro.
Nas áreas de desova, 1.100 km de praias são monitorados todas as noites durante os meses de Setembro a Março, no litoral, e de Janeiro a Junho, nas ilhas oceânicas, por pescadores contratados pelo TAMAR, chamados tartarugueiros, estagiários e executores das bases. São feitas marcação e biometria das fêmeas, contagem de ninhos e ovos. A cada temporada, são protegidos cerca de quatorze mil ninhos e 650 mil filhotes.
Nas áreas de alimentação, o monitoramento é quase todo realizado no mar, muitas vezes junto às atividades pesqueiras. Os pescadores são orientados a salvar as tartarugas que ficam presas nas redes de espera, cercos e currais.
(Isabela)

quarta-feira, 26 de março de 2008

Projeto Tamar (2)

Vídeo em forma de jornal animado, que explica um pouco sobre o projeto Tamar .



(Marina)

Guillaume-Benjamin-Amand Duchenne


A descrição mais completa e acurada da Distrofia Muscular foi feita por Guillaume-Benjamin-Amand Duchenne (1806-75), em 1868. Desde então a doença passa a ser conhecida como Distrofia pseudo hipertrófica ou Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).

Guillaume-Benjamin-Amand Duchenne
Antes, outros médicos haviam descrito a doença entre eles o cirurgião escocês Charles Bell. O médico inglês Edward Meryon descreveu os achados microscópicos dos meninos afetados em exames pós-mortem.
Em 1858, Duchenne documentou o caso de um menino de 9 anos que perdeu a capacidade de andar devido à uma doença muscular. Em 1868 publicou 13 casos e fez inúmeras observações importantes em relação a sinais e sintomas e ao fato de que a deterioração intelectual pode fazer parte da clínica da doença. Também através de suas observações concluiu-se que a patologia era transmitida por herança, afetando principalmente meninos. De forma errada, Duchenne sempre acreditou que a doença decorria de alterações no Sistema Nervoso.
Ernest Leyden sugere que as distrofias herdadas devem ser classificadas em categorias separadas daquelas consequentes à lesão dos nervos.
William Erb foi o primeiro a tentar diferenciar os vários tipos de distrofias, classificando-as segundo a idade de início. Erb teorizava, erroneamente, que a DMD era causada por nutrição inadequada.
Em 1879, o neurologista inglês William Gowers descreveu o modo como os meninos afetados pela DMD tentavam se levantar. Esta manobra passou a ser conhecida como “sinal de Gowers”.
Nos anos 50 houve importantes progressos, incluindo a fundação da Associação de Distrofia Muscular e um estabelecimento de uma classificação mais fidedigna da distrofia muscular. Esta classificação foi alterada em 1957 por P.E. Becker, que descreveu uma variante menos severa de DMD e que levou o seu nome.
Em 1986, com a técnica de DNA recombinante descobre-se que um gene, quando defeituoso, causa a Distrofia Muscular de Duchenne e Becker. Em 1987 é identificada a ausência ou diminuição de uma proteína denominada distrofina nos meninos afetados.
(Marina)

Afinal, o que são células-tronco?

Perquntas e respostas sobre Células tronco.


1 - Como e quando foram descobertas as células-tronco, isto é: como descobriram que elas geram qualquer tipo de célula? Qual a função delas? Elas são todas iguais? Que tipo de doença pode ser tratada usando-se essas células? As células-tronco (CTs) adultas foram identificadas primeiramente por hematologistas interessados em melhorar os resultados dos transplantes no tratamento de leucemia. Em 1988, a utilização do sangue de cordão umbilical ou placenta curou uma criança leucêmica na França e constituiu a primeira cura com células-tronco adultas. Catherine Verfaille, em 1998, identificou as células-tronco na medula óssea (MO), estudando sua translocação do fígado e do baço para os ossos na circulação fetal e justificando a presença dessas células na placenta/cordão umbilical. Aqui no Brasil, Radovan Borojevic, que há 20 anos vem estudando a MO também com a finalidade de melhorar a aceitação nos transplantes medulares, foi pioneiro em utilizar o autotransplante de medula no tratamento do infarto do miocárdio em humanos, após verificar os resultados positivos obtidos experimentalmente em ratos por sua colaboradora, Masako Masuda. É discutível o que ocorre com as CTs autotransplantadas da MO nos órgãos lesados. Rosalia Mendes-Otero diz que estamos ainda na fase de alquimia, pois desconhecemos os processos celulares e moleculares que estão ocorrendo na medicina regenerativa. Têm-se acumulado informações de que as CTs produzem proteínas ou outros fatores que estimulam as CTs que se encontram nos órgãos (chamadas de “células progenitoras”), fazendo-as se multiplicar e gerando novas progenitoras, que se diferenciam e substituem as células que morreram na doença degenerativa. Assim, sabe-se que o fator denominado Notch-1 estimula as CTs da musculatura estriada (chamadas de “células satélites”), recompondo a massa muscular perdida. Isso é muito interessante, pois, sabendo-se quais são os fatores que agem sobre as células progenitoras que se encontram nos órgãos lesados, pode-se dispensar o transplante de CTs adultas ou embrionárias. Nance Nardi afirma que todos os órgãos possuem CTs que seriam resquícios de CTs embrionárias e as chama de CTs "embryo-like". Elas já foram identificadas, por exemplo, no coração. Esse órgão perde, todo mês, 94 mil fibras, que são repostas pelas CTs progenitoras de cardiomiócitos. Ainda não se sabe se elas geram qualquer tipo de célula, mas, sim, que existem CTs progenitoras em todos os órgãos e que todas têm a mesma morfologia: núcleo denso, grande ou pequena quantidade de citoplasma (relação núcleo—citoplasma grande) e são responsáveis pela manutenção de todos os nossos órgãos, pois perdemos trilhões de células por dia em todos eles.


2 - Quais seriam as principais fontes de células-tronco que poderiam ser citadas e como são armazenadas após a coleta? Como as células-tronco são implantadas e agem no organismo? E como podemos ter certeza de que elas serão duradouras? Para fins terapêuticos, atualmente utilizamos CTs encontradas na medula óssea, que, no autotransplante, são retiradas da bacia do paciente (sendo necessárias umas 150 perfurações) e, por cateterismo, introduzidas na região lesada (depois de filtradas para se retirarem os pedaços de ossos e selecionadas por centrifugação). Também podem ser usadas as células retiradas de cordão umbilical ou placenta, que, como têm pequena capacidade de gerar respostas imunológicas adversas, podem ser empregadas no tratamento de doenças degenerativas; mas, como nossa miscigenação é muito grande (e a compatibilidade fica em torno de 1 em 1 milhão), seu uso fica restrito ao transplante aparentado, enquanto não dispomos de um número maior de CTs em bancos públicos.


3 - Nos últimos meses, a mídia divulgou algumas informações mal explicadas que acabaram criando uma impressão exagerada a respeito dos reais benefícios que se pode alcançar com o uso das células-tronco (por meio do desenvolvimento de técnicas). O que concretamente pode ser alcançado? Pode-se pensar na cura para o mal de Alzheimer? Há possibilidade de se produzirem células nervosas com células-troco de uma pessoa e, depois, usá-las em outra? Realmente, a mídia tem informado muito mal e com muito exagero e prometido muito com base em resultados que ainda não foram adequadamente avaliados.Por exemplo: haveria possibilidade de as células-tronco da medula óssea injetadas em um coração enfartado gerar ossos? A resposta é não, pois essas células são responsáveis pela reposição óssea no local em que normalmente os ossos se encontram. Por outro lado, em diabete, Alzheimer e Parkinson, existem causas que estão determinado a morte acelerada das células no pâncreas ou cérebro e nada garante que, se as causas não forem eliminadas, as células substitutas não morrerão logo também.


4 - Que esperanças uma pessoa que sofre de ELA — esclerose lateral amiotrófica —, paralisia, diabete, mal de Parkinson, mal de Alzheimer, problemas cardíacos, aplasia medular, síndrome de Down, distrofia muscular ou aids pode ter com os avanços dessas pesquisas?As pessoas devem ter consciência de que a terapia com células-tronco não é, de modo algum, algo que possa dar conta de todos os males. Ela trata anemia aplástica, infarto de miocárdio, mas não doenças que resultam de aneuploidia, como síndrome de Down; doenças auto-imunes, como ELA; e diabete, se não forem exterminadas as causas, eliminando-se completamente as células de memória do sistema imune. Quanto a Alzheimer e Parkinson, os neurônios são destruídos por proteínas citotóxicas, cujo aparecimento no cérebro se desconhece — assim, de nada adianta introduzir CTs, que serão mortas também por tais proteínas. Como se vê, existem doenças degenerativas que só podem ser curadas se for descoberta a causa da morte celular intensa.


5 - Guardar o cordão umbilical dos bebês pode ter alguma utilidade para eles no futuro? Sim. Conforme a doença que eles apresentarem, o cordão poderá servir em um autotransplante e curar essa enfermidade.


6 - Existem pessoas que já receberam células-tronco e se recuperaram de alguma doença? Cite algum exemplo. Sim. No Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, alguns pacientes com infarto do miocárdio saíram da fila do transplante. Também há um caso positivo de paciente com derrame cerebral e ainda bons resultados com pacientes chagásicos (na FioCruz, Bahia).


7 - Por que é tão importante fazer pesquisas com as células-tronco do tipo embrionário? Como elas são conseguidas? A retirada delas não prejudica o embrião? Por que há tanta discussão sobre esse assunto em relação à questão ética dessas pesquisas? Para se obterem as células-tronco embrionárias humanas, é preciso matar o embrião. Essas células são arrancadas mecanicamente, usando-se um microscópio. Essa discussão se deve ao fato de que o embrião humano é um ser humano vivo. E uma pessoa não deve ser congelada nem tão pouco assassinada. Está aí o problema ético, pois é um ser humano e único, que não deve ser reproduzido, senão poderíamos fazer como no livro Admirável Mundo Novo: produzir seres humanos de maneira a satisfazer nossas necessidades.


8 - Se um tratamento com células-tronco ou clonagem for feito errado, que danos pode causar à pessoa que recebeu as células? A utilização de células não- diferenciadas não poderia causar uma multiplicação desenfreada dessas células, havendo o risco de surgir um câncer, por exemplo? Atualmente, os tratamentos são feitos somente com CTs adultas e em estudo continuado, pois ainda não houve um acompanhamento por tempo suficiente para comprovar sua eficácia e se não produzem malefícios. Com CTs embrionárias, só se sabe de um relato desastroso na Rússia, em que foram injetadas na face e na cabeça de um paciente CTs embrionárias humanas com fins de rejuvenescimento. Duas semanas depois, a pessoa continuava com rugas, cabelos brancos e ainda com o rosto e a cabeça cheios de teratocarcinomas. Culturas desse tipo de célula têm apresentado crescimento, diferenciação anárquica e, depois de algum tempo, células com características cancerígenas.


9 - Qual a diferença entre terapia gênica e clonagem terapêutica? Na terapia gênica, introduzia-se no paciente o gene que faltava por meio de “adenovírus” contendo o gene de interesse. Ela teria sucesso se a doença fosse causada por alteração em apenas um gene, mas isso é raro. Não se sabe qual é a carga viral necessária, e tal terapia foi desastrosa. Em 1999, essa técnica foi proibida, pois a morte de um jovem de 18 anos no dia seguinte à aplicação revelou mais de 600 efeitos adversos, além de terem ocorrido umas 300 mortes não comunicadas com a desculpa de que se tratava de pacientes terminais. Como se vê, não se pode confiar na honestidade de cientistas. O jovem de 18 anos tinha vivido muito bem com a dieta adequada, não sendo necessária a terapia gênica, que o matou em decorrência de uma reação imunológica intensa causada pela sobrecarga de “adenovírus”, levando à falência múltipla dos órgãos.


10 - É possível gerar órgãos isoladamente em recipiente com células-tronco? Como? Esse é um dos objetivos da utilização de CTs, a chamada bioengenharia, proposta por Cohen e Leor. Alguns cientistas, usando CTs adultas de dentes de leite, estão tentando produzir novos dentes. Eles já tiveram sucesso com dentes de ratos: sobre um biopolímero em forma de dente, implantaram CTs. Em seguida, tal "mistura" foi colocada na mandíbula de um rato e, depois de alguns dias, cresceram alguns dentes.


11 - Como é feita uma clonagem? É possível clonar células-tronco? Na clonagem, é realizada uma transferência nuclear: um núcleo de uma célula adulta é retirado e colocado no lugar do núcleo de um óvulo (que também foi removido). Depois, é provocado um estímulo elétrico, e espera-se que o óvulo se desenvolva até a fase de blastócito para, então, implantá-lo no útero de uma fêmea. Essa experiência deu certo com ovelhas, camundongos, gatos e vacas, mas não com ratos, cachorros e primatas. Nos humanos, sabe-se que, para se ter um desenvolvimento correto, são necessárias proteínas trazidas pelo espermatozóide que orientam a divisão celular e a formação adequada do embrião (e, conseqüentemente, seu desenvolvimento). Ou seja, o espermatozóide não somente traz o DNA paterno, mas tem papel importante no desenvolvimento adequado do ser humano.

(Marina)